Liturgia da “Quarta-feira Santa” revive o encontro entre Maria e seu filho Jesus, carregando a Cruz no caminho do Calvário

Na “Quarta-feira Santa”, tradicionalmente, celebramos a procissão do encontro. A liturgia lembra o momento do encontro entre Maria e seu filho Jesus, carregando a Cruz no caminho do Calvário pelas ruas de Jerusalém, depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado à morte por Pilatos.
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Ao encontrar Sua Mãe, Jesus a olhou nos olhos, e ela, certamente, compreendeu a dor de Sua alma. Ele não pôde lhe dizer palavra nenhuma, mas ela compreendeu que era necessário que unisse a sua dor à d’Ele. A união da grande dor de Jesus e de Maria, nesse encontro, tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas.
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Por isso, hoje é um dia para meditarmos sobre as dores de Maria. Que mãe suportaria ver seu filho sofrer tanto? Jesus sofre a paixão, Maria sofre a compaixão por nós.
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Durante o caminho ao Calvário, Maria lembra da espada de Simeao e das palavras de Isaías: 

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“Era desprezado, a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, Ele tomou sobre si nossas enfermidades e carregou os nossos sofrimentos; e nós o reputamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades. O castigo que nos salva pesou sobre Ele; fomos curados graças às Suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho. O Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados” (Is 53,3-12).
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A celebração desta quarta-feira, 8, será transmitida pelo nosso perfil no Facebook, às 19 horas, diretamente da Capela São Padre Pio.

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