Novena de Natal: 2º dia – “Da manjedoura de Belém à mesa da partilha, o Pão nosso de cada dia!”

Preparando o ambiente: preparar uma bonita mesa ornada com flores, ao centro um prato com pão, uma jarra de suco de uva (onde for possível, galhos de trigo e uvas), a Bíblia, a vela acesa e a manjedoura com o Menino Jesus.

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2º dia da novena
“Da manjedoura de Belém à mesa da partilha, o Pão nosso de cada dia!”

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Canto: (Vem, Senhor, caminhar com teu povo, nº 32).

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1. Acolhida

A.: Nesse segundo encontro de preparação ao Natal do Senhor queremos acolher o Pão Vivo descido do céu que veio alimentar nossa esperança, nossa fé e nos fazer crescer no amor. Vivenciar o Natal é isso: iluminar nossos corações qual uma manjedoura que acolhe a fonte da luz como alimento que sustenta nossa existência e a inclina para comunhão de mesa, de corações e de destinos.

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2. Oração inicial

A.: Jesus, o pão eucarístico é a razão, o ápice, o fundamento da nossa comunhão e sinodalidade. A Eucaristia faz a Igreja, e a Igreja, ao celebrar este mistério, faz a Eucaristia. Rezemos nossa oração inicial para todos os dias movidos por esta certeza luminosa.

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A.: Senhor e Pai, em vossa presença rezamos a Novena de Natal, preparando-nos para celebrar o nascimento do vosso Filho e Salvador, Jesus. Ilumina a nossa caminhada com o vosso Santo Espírito, para que reconheçamos a nossa necessidade de conversão pessoal e nas nossas relações com Deus, com os irmãos e com a nossa casa comum. Saudemos a Trindade Santa, cantando: (canto n° 26).
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T.: EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
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A.: Celebrar o nascimento de Jesus é abrir o nosso coração para que Ele possa nascer e renascer, crescer e transparecer nas nossas atitudes diárias, na vivência do amor e no diálogo respeitoso e fraterno com as diversas realidades que nos cercam.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Celebrar o nascimento de Jesus nos compromete a anunciar a alegre esperança de vida, de cura e libertação, Naquele que se encarnou para nos dar vida plena.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L2.: Celebrar o nascimento de Jesus tem o compromisso de fazer das nossas Igrejas e comunidades, casas de acolhimento, onde todos se sintam protegidos, amparados e amados.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L3.: Celebrar o nascimento de Jesus é ver na Igreja um farol que nos indica por onde andaremos, alicerçada nos pilares do Pão, Palavra, Caridade e Missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Maria é a mulher do Sim, do silêncio e da oração. Celebrar o nascimento de Jesus é silenciar o coração e dar lugar à Palavra de vida que nos transforma, à Eucaristia que nos fortalece e à partilha que nos enriquece. É abrir o coração para que Deus nele faça sua morada.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade. Celebrar o nascimento de Jesus nos desinstala, por isso não pode nos deixar parados e nem calados, porque essa grande notícia nos impulsiona a sair de nós mesmos e partilhar a alegria do anuncio da Boa Nova. O “Ide e anunciai” nos coloca em permanente estado de missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Com alegria e esperança, iniciemos o nosso encontro.

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3. Entrando no clima

A.: Nossa comunidade eclesial missionária e sinodal, em meio à cultura urbana, é sustentada por quatro pilares: Pão, Palavra, Caridade e Missão. Durante nossa novena de Natal queremos refletir nossa vida de Igreja nestas quatro dimensões, em sintonia com a ação evangelizadora da Igreja no Brasil, compassada com a celebração de nosso II Sínodo Arquidiocesano.

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T.: Eram perseverantes na fração do pão e nas orações (At 2, 42).

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L1.: A pandemia do “novo corona vírus”, que paralisou nossas cidades, confinando famílias, comunidades, empresas, ceifando milhares de milhares de vidas, de trabalho e de emprego em todo o planeta, obrigando-nos ao distanciamento e confinamento social e eclesial, depois de infectar milhões de pessoas mundo afora nos forçou a redescobrir o valor de nossas casas como Igreja doméstica. Nossas casas são espaços cristãos para o encontro, lugar da ternura, das relações familiares, com portas sempre abertas para acolher e sair em missão (DGAE). O ritmo frenético da vida urbana nos fez esquecer este precioso valor! Queremos, neste segundo dia da nossa novena olhar para nossa Comunidade de fé como lugar da experiência com Cristo Vivo, redescobrindo-nos como “Casa do Pão”.

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T.: A casa foi um dos lugares privilegiados para o encontro do diálogo com Jesus e seus seguidores (Mt 8,14; 9,6-7.10.23.28; 10,6.12.13.14; 12,4; 13,1). cf. DGAE 74-75.

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L2.: A casa proporcionou um Cristianismo de pequenas comunidades, em que as pessoas se conheciam e compartilhavam a mesa. Seu testemunho de comunhão dava credibilidade. Sua fidelidade se exprimia na obediência ao ensinamento dos apóstolos, na liturgia celebrada, no serviço da caridade, no testemunho anunciado por Jesus. (DGAE 81).

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T.: Queremos acolher e reconhecer Jesus em nossa casa, nossa família, nosso lar. Ele é o Pão descido do céu, pilar central de nossa comunidade de fé e razão do nosso testemunho missionário nas cidades e nos campos.

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L3.: O contexto urbano, no qual também se encontram nossas comunidades rurais, volta seu olhar para as pequenas comunidades eclesiais, ambiente propício para escutar a Palavra de Deus, viver a fraternidade, animar a oração, aprofundar o processo de formação continuada da fé e o compromisso do apostolado na sociedade. (DGAE 82). É urgente este novo olhar!

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T.: Queremos expressar nossa comunhão, sobretudo, na e com a Eucaristia, celebração da Ceia Pascal do Senhor. Ela fortalece os discípulos missionários e os torna testemunhas do Evangelho do Reino. (DGAE 93-94).

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A.: Nem mesmo o distanciamento da pandemia impediu a celebração da Eucaristia. Não faltou o Pão de Deus para sustentar a fé e alimentar a esperança. Ele foi repartido a alguns membros, alimentando na fé toda a Igreja, todo o Corpo místico, do qual Ele é a cabeça. Toda a Igreja, congregada nas famílias e confinada em milhares de milhares de casas experimentou o encontro eucarístico com Cristo numa nova modalidade, “pelas ruas e sobre os telhados”, nas ondas virtuais, de maneira espiritual, extraordinária, despertando o desejo de encontrá-lo no Pão. O Pão que é Jesus nos reaproximou como família cristã e nos ensinou a ser eucaristia uns para os outros dentro de nossa própria casa, no cuidado, na proteção, no compartilhamento dos desafios e problemas, da angústia e do medo. Vivemos com Jesus um momento forte de intimidade, de segurança, de descobertas, de verdadeira comunhão, próximos fisicamente aos de casa e virtualmente aos da Comunidade, mas certos de que nos despertamos para a consciência de que Jesus está presente em nossa travessia.

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Canto: (Envia tua Palavra, n° 7).

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4. Palavra de Deus – Deus nos fala

A.: O Natal nos lembra que o recém-nascido, Pão de Deus, foi acolhido numa manjedoura, lugar onde os animais comem, numa cidade chamada Belém, “Casa do Pão”. Iluminemos os nossos corações com a Palavra de Deus que nos faz arder o coração e nos apresenta o primeiro retrato de uma Comunidade que se alimentou deste Pão Vivo, verdadeiro e eterno.

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Texto Bíblico: At 2, 42-47 (guardar um breve momento de silêncio).

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Vamos conversar:

  1. Durante o isolamento social, a quarentena imposta pela pandemia, quais foram minhas descobertas, alegrias, experiências de intensificar o relacionamento familiar com aqueles que moram na minha casa?
  2. Ser Igreja, nesta experiência extraordinária, não presencial, completamente virtual para além da família foi um desafio?
  3. Eucaristia é comunhão com Deus e com os irmãos! Em algum momento essa comunhão foi ameaçada em razão de fazer encontro com Jesus de outra forma, que não a presencial?

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Canto: (Os cristãos tinham tudo em comum, nº 33).

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A.: Iluminados pela Palavra e pela partilha de nossos corações, ouçamos os testemunhos de vida que nos ajudam a refletir e a rezar, preparando-nos para o Natal do Senhor.

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5. Olhando para a vida: A casa única do conhecimento do outro.
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O Padre Paul Jackson terminou sua missão na terra no dia 5 de julho de 2020. Ele viveu toda a sua vida buscando um caminho que pudesse ser trilhado tanto pelos cristãos como pelos muçulmanos na Índia. Buscou desde o primeiro dia de missionário unir as duas chamas: a do Cristo e a de Maomé. Para ele um dos momentos mais importantes de sua vida foi quando ele disse: “Deixem-me fazer alguma coisa pelos muçulmanos”. Para realizar sua missão o padre Jesuíta foi buscar um mestre islâmico do século XIII. Sharafuddim Maneri (1263 a 1381), que viveu perto da capital Bihar, Patna, e ensinava que “Cada pessoa humana, de hoje, de ontem e também de amanhã, é um centro de mistérios. Cada corpo conserva um segredo divino”. Decidido a conhecer o islamismo e dar a eles a oportunidade de conhecer Jesus, o Padre Paul cumpria mais uma palavra do santo líder muçulmano Maneri, que dizia: “No tribunal da ignorância, ninguém, exceto os infiéis, recebe admissão”.

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Para meditar, guardando no coração: A quem acolheremos em nosso presépio neste Natal? O Padre Paul acolheu os irmãos muçulmanos.
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Canto: (Sobe a Jerusalém, n° 12).
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6. Preces
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A.: Queremos ser esta comunidade do Pão! Rezemos para que alimentados pela presença de Jesus eucarístico possamos ser fiéis na oração, no compromisso fraterno, na ação caritativa e na missão.

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T.: Dai-nos, Senhor, sempre deste Pão!

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L1.: Por cada um de nós, para que sejamos fortalecidos pela presença de Jesus que se fez Pão e nos disponhamos a viver, cada vez mais a comunhão em família, em comunidade como verdadeiros discípulos e discípulas missionários, rezemos.

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L2.: Para que possamos seguir em frente, “num novo modo de vida normal”, mais humanizado, cuidadoso e responsável na defesa e manutenção da vida do outro, rezemos.

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L3.: Para que o Natal seja uma celebração da vida, um alimento salutar, força restauradora em meio a esta tempestade e causa de esperança e vida nova para tantas famílias assoladas pela dor, pelo sofrimento, pela perda, pela angústia, pelo medo e pelas incertezas, rezemos.
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Preces espontâneas…

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7. Oração do Senhor
A.: O Pão Nosso de cada dia, dai-nos hoje, Senhor! Rezemos, para que não nos falte nunca o Pão de Deus, o Pão da vida, da misericórdia, do Perdão, da compaixão, da tolerância, mas que não nos falte também o pão do sustento diário, do trabalho digno, da saúde e moradia para todos. Nesta certeza e nessa esperança, rezemos a oração do Senhor: Pai nosso…

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8. Gestos concretos: trazer amanhã no terceiro dia da novena, nomes de pessoas da vizinhança, ou da Paróquia que estejam passando por algum tipo de necessidade em razão e impacto da pandemia, como também nomes de pessoas de outras crenças, que conhecemos, que fazem um bonito trabalho de solidariedade humana na sociedade.
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Canto: (Quando teu Pai revelou, nº 15).

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9. Oração final
A.: Senhor e Pai, ao encerrarmos nosso encontro, agradecemos vossa presença em nosso meio e suplicamos que a força transformadora do vosso amor nos renove a cada dia.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L1.: Derramai sobre nós a vossa graça, para que pela força do nosso batismo, impulsionados pelo Espírito Santo, instruídos pela Palavra e alimentados pela Eucaristia, sejamos alegres anunciadores do Evangelho da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L2.: Infundi em nós um profundo amor à celebração da Eucaristia, favorecendo o verdadeiro encontro com o Ressuscitado, para que sejamos o coração, os olhos e ouvidos de Jesus no mundo.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L3.: Enviai-nos, Senhor, às periferias de nossas casas e comunidades, onde a vida é ameaçada, onde as diferenças nos desunem, onde a casa comum já não é mais a revelação da grandeza de Deus, onde a diversidade e pluralidade nos assustam e nos afastam, para que aí sejamos a Igreja de portas abertas, samaritana e servidora da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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A.: O Senhor esteja conosco!
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T.: Ele está no meio de nós!
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A.: Que a Palavra amorosa do Pai envolva nossa inteligência.

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T.: Amém!
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A.: Que o olhar amigo do Filho ilumine nosso coração.

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T.: Amém!
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A.: Que a força libertadora do Espírito Santo ilumine e impulsione nossas decisões e ações.

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T.: Amém!
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A.: Fiquemos em paz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

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T.: Amém!