Novena de Natal: 7º dia – “A comunidade como casa missionária. O desafio de evangelizar a cidade”

Preparando o ambiente: arrumar a mesa com a Bíblia, uma vela, o crucifixo, um terço e um recipiente com água, preferivelmente abençoada.

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7º dia da novena
“A comunidade como casa missionária. O desafio de evangelizar a cidade.”

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Canto: (Nossa novena será abençoada, nº 26).

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1. Acolhida
A.: Nossa Comunidade de fé é também naturalmente “Casa missionária”! Sabemos que só existe uma verdadeira comunidade, portanto, missionária, onde os relacionamentos humanos são marcados pelo conhecimento, e pelos muitos enriquecimentos, por sonhos e causas comuns, projetados como anúncio do Reino de Deus. A cidade, destino deste anúncio, é o grande desafio atual para nossa evangelização, dado a velocidade dos tempos e rápidas mudanças. Estamos numa mudança de época e, para compreendermos esta mudança, precisamos compreender a dinâmica de nossas cidades (fazer aqui uma memória das mudanças notadas pelos participantes).
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Nosso olhar não pode ser pessimista ou intolerante. “Nosso Deus habita a cidade Mt 28,20; Dt 31,6.” Precisamos olhar o mundo com os olhos de Deus para percebermos suas muitas fases (pobreza, defesa a vida, desafios ecológicos, distanciamento das famílias, etc…).

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T.: Dai-nos coragem, Senhor, para buscar sempre a unidade na diversidade.

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2. Oração inicial
A.: Celebrando nossa fé como Comunidade, Casa do Pão, da Palavra e Missão, rezemos a oração inicial para todos dias.

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A.: Senhor e Pai, em vossa presença rezamos a Novena de Natal, preparando-nos para celebrar o nascimento do vosso Filho e Salvador, Jesus. Ilumina a nossa caminhada com o vosso Santo Espírito, para que reconheçamos a nossa necessidade de conversão pessoal e nas nossas relações com Deus, com os irmãos e com a nossa casa comum. Saudemos a Trindade Santa, cantando: (canto n° 26).
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T.: EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
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A.: Celebrar o nascimento de Jesus é abrir o nosso coração para que Ele possa nascer e renascer, crescer e transparecer nas nossas atitudes diárias, na vivência do amor e no diálogo respeitoso e fraterno com as diversas realidades que nos cercam.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Celebrar o nascimento de Jesus nos compromete a anunciar a alegre esperança de vida, de cura e libertação, Naquele que se encarnou para nos dar vida plena.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L2.: Celebrar o nascimento de Jesus tem o compromisso de fazer das nossas Igrejas e comunidades, casas de acolhimento, onde todos se sintam protegidos, amparados e amados.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L3.: Celebrar o nascimento de Jesus é ver na Igreja um farol que nos indica por onde andaremos, alicerçada nos pilares do Pão, Palavra, Caridade e Missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Maria é a mulher do Sim, do silêncio e da oração. Celebrar o nascimento de Jesus é silenciar o coração e dar lugar à Palavra de vida que nos transforma, à Eucaristia que nos fortalece e à partilha que nos enriquece. É abrir o coração para que Deus nele faça sua morada.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade. Celebrar o nascimento de Jesus nos desinstala, por isso não pode nos deixar parados e nem calados, porque essa grande notícia nos impulsiona a sair de nós mesmos e partilhar a alegria do anuncio da Boa Nova. O “Ide e anunciai” nos coloca em permanente estado de missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Com alegria e esperança, iniciemos o nosso encontro.

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3. Entrando no clima
A.: Celebrar este tempo do advento é poder celebrar a esperança… “tu vens, eu já escuto os teus sinais…”
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Quando escutamos os sinais que esperávamos, cresce em nós a alegria, porque está próximo a realização de algo que tanto almejamos. (O anúncio no aeroporto que aquele avião chegou, trazendo quem você esperava… a mensagem do celular… o toque do telefone… o interfone… a campainha… as palmas na calçada… o horário…) “Se tu combinas às 16h, às 15h já começo a ficar feliz” (S. Exupéry).

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L1.: Como é para você aguardar alguém que ama e saber que está para chegar?

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T.: Assim é para nós o tempo do advento. Jesus vai chegar!

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L2.: Urge compreender este tempo como tempo da solidariedade e do amor.

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L3.: Em nossos dias, cresce a responsabilidade dos cristãos para vencer as desigualdades sociais, superar o egoísmo e sustentar a esperança de construir juntos, com o auxílio do divino, a sociedade fraterna.

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A.: A proclamação do Evangelho traz a resposta ao anseio de vida justa e solidária, ensinando-nos a viver o mandamento do amor, do perdão e da paz.

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Canto: (Vem Senhor, vem caminhar com teu povo, nº 32).

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A.: Nossa evangelização precisa levar em conta a complexidade das cidades, provocando-nos a reconhecer a presença de Deus e o que Ele está dizendo e fazendo, como nos ajudou a observar o Documento de Aparecida, nº 514: “a fé nos ensina que Deus vive na cidade, em meio as suas alegrias, desejos e esperanças, como também em meio as suas dores e sofrimentos”. Porém é preciso enxergar as contradições e identificar as sombras que negam o Reino, estabelecendo um diálogo com a cultura urbana, ajudando-a, por meio dos seus limites e valores, a abrir-se mais para o Reino.

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T.: Queremos Senhor ser a tua luz no mundo de hoje.

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L1.: As diretrizes da Ação Evangelizadora nos ajudam a perceber o mundo como um todo, não abandonando com isso o campo nem deixando de olhar para os ambientes que não estão diretamente nas cidades. Trata-se de perceber que também eles estão marcados pela mentalidade urbana, com todas as consequências humanas, éticas, sociais e ambientais. (Lembrar aqui as influências da mentalidade urbana nas pequenas cidades e no campo).
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L2.: O mundo se torna uma grande cidade, onde o viver se manifesta fortemente interligado e o estilo de vida das grandes cidades é capaz de influenciar até mesmo o mais distante ponto do planeta, principalmente em decorrência dos atuais meios de comunicação.

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T.: Ajudai-nos, Senhor, a dar testemunho da vossa presença neste mundo acelerado por tantas mudanças.

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Canto: (Palavra não foi feita, nº 8).

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4. Palavra de Deus – Deus nos fala
A.: Estar abertos à missão de Jesus, acolhendo seu Evangelho é assumir a simplicidade e os perigos que surgem pelo caminho, pelas ruas e sobre os telhados. Na fé e no desapego queremos nos fortalecer para anunciar e transmitir a paz do Ressuscitado. Ouçamos a Palavra.

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Texto Bíblico: Lc 10, 3-12 (momento de breve silêncio).

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Vamos conversar:
1. “Todas as cidades e lugares onde pensava em ir” “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos”. Como entender este envio de Jesus hoje?
2. A missão dos discípulos preparava a chegada? Ou a vinda do Reino de Deus? de Jesus. Como podemos fazer essa preparação hoje neste tempo do advento, de receber o menino Deus em meio a tantos outros oferecimentos?
3. Em nossa casa, família, comunidade, de que forma nos dispomos a este envio, missão? Quais as maiores dificuldades, temores?
4. O que é mais importante levar pelo caminho?

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Canto: (Eis-me aqui Senhor, nº 5).

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A.: Iluminados pela Palavra e pela partilha de nossos corações, ouçamos os testemunhos de vida que nos ajudam a refletir e a rezar, preparando-nos para o Natal do Senhor.

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5. Olhando para a vida: “Permanecei naquela casa” (Lc 10, 7).
Havia uma luz diferente na casa de José Maria e Terezinha. Ele era eletricista. Desempregado, agora era autônomo. Ela era cuidadora de idosos. Mas com os cinco filhos, ficava difícil assumir algum trabalho fixo. Fazia alguns “bicos”. Eram muito devotos da Sagrada Família. Desde que se casaram, nunca deixaram de rezar juntos o terço. Atribuíam ao terço aquela força que emanava de sua casa. Todo mundo ali de perto os procurava quando precisava de ajuda. Muitas noites, Terezinha era chamada para socorrer algum doente. E quando precisam remover para o hospital, é o “carrinho” do Zé Maria que sempre está disponível. A casa fica sempre de portas abertas. Volta e meia alguém entra para uma saudação, para alguma informação da paróquia ou para pedir alguma ajuda. Toda a família se desdobra em atender a todos com alegria. Uma “comadre” deles falou assim: “Aqui neste nosso cantinho a igreja que temos é a casa do Zé e da Tereza. Até nosso padre já falou isso. E nós só temos que agradecer a Deus”.

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6. Para meditar, guardando no coração: Como você sente que Jesus também marcou com seu sinal a sua casa e a sua família?

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Canto: (Sobe a Jerusalém, nº 12).

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7. Preces
A.: À Luz da Palavra e da experiência da nossa vida elevamos a Deus, que está sempre atento às necessidades e os nossos pedidos. Peçamos com fé.

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T.: Senhor, atendei a nossa prece.

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L1.: A verdadeira comunidade é marcada pelo conhecimento e partilha dos sonhos e ajuda mútua. Ajudai-nos, Senhor, a reviver em nós os sonhos das primeiras comunidades cristãs, nós vos pedimos.

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L2.: Para que nossas famílias partilhem entre si os dons recebidos, fazendo de nossos lares o primeiro lugar da missão, rezemos ao Senhor.

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L3.: Para Fazer de nossa casa lugar de referência como verdadeira Igreja Doméstica, Rezemos.

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L4.: Para que sejamos generosos com a coleta da evangelização realizada neste tempo do Advento, ajudando assim nas necessidades da nossa Igreja Diocesana, Regional e Nacional, rezemos.
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Preces espontâneas…

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8. Oração do Senhor
A.: Com amor e confiança rezemos a oração que o Senhor Jesus nos ensinou: Pai nosso…

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9. Gestos concretos: Perceber as necessidades ao seu redor. Sair, ir ao encontro do outro, com segurança e proteção. Visitar para levar uma palavra de conforto. Rezar.

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Canto: (Anunciação, nº 21).

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A.: Como gesto de amor, lembrança, carinho pelas inúmeras vítimas de todas as pandemias (fome, corrupção, tráfico humano, violência doméstica, feminicídio, desinformação, individualismo, indiferentismo, desemprego, guerras, poluição, queimadas, doenças virais, entre elas, o corona vírus) que juntas e simultaneamente têm assolado nosso povo durante todo este ano, apaguemos todas as luzes da casa, deixando apenas esta vela acesa, enquanto rezamos em silêncio por um minuto.

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10. Oração final

A.: Senhor e Pai, ao encerrarmos nosso encontro, agradecemos vossa presença em nosso meio e suplicamos que a força transformadora do vosso amor nos renove a cada dia.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L1.: Derramai sobre nós a vossa graça, para que pela força do nosso batismo, impulsionados pelo Espírito Santo, instruídos pela Palavra e alimentados pela Eucaristia, sejamos alegres anunciadores do Evangelho da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L2.: Infundi em nós um profundo amor à celebração da Eucaristia, favorecendo o verdadeiro encontro com o Ressuscitado, para que sejamos o coração, os olhos e ouvidos de Jesus no mundo.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L3.: Enviai-nos, Senhor, às periferias de nossas casas e comunidades, onde a vida é ameaçada, onde as diferenças nos desunem, onde a casa comum já não é mais a revelação da grandeza de Deus, onde a diversidade e pluralidade nos assustam e nos afastam, para que aí sejamos a Igreja de portas abertas, samaritana e servidora da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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A.: O Senhor esteja conosco!
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T.: Ele está no meio de nós!
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A.: Que a Palavra amorosa do Pai envolva nossa inteligência. T.: Amém!
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A.: Que o olhar amigo do Filho ilumine nosso coração. T.: Amém!
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A.: Que a força libertadora do Espírito Santo ilumine e impulsione nossas decisões e ações. T.: Amém!
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A.: Fiquemos em paz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

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T.: Amém!