Novena de Natal: 8º dia – “A comunidade como casa da Caridade”

Preparando o ambiente: preparar uma mesa arrumada com uma imagem de Maria e José, velas, fotos da família, a carteirinha do dízimo, recortes com obras de assistência social da sua paróquia.

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8º dia da novena
“A comunidade como casa da Caridade.”

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Canto: (Vejam, eu andei pelas vilas, nº 16).

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1. Acolhida
A.: Neste oitavo dia queremos compreender nossa Comunidade de fé, Casa do Pão, da Palavra e da missão, também como “Casa da caridade”, da diaconia, do serviço. O testemunho do seguimento de Jesus passa por aquele que faz a vontade do meu Pai, (Mt 7,21). A da solidariedade do cuidado pela vida do outro, do compromisso pela justiça, é um modo visível de mostrar a fé e atualizar a mensagem do mestre de Nazaré. Quando lemos o Evangelho, os relatos das atividades e ensinamentos de Jesus, percebemos que a solidariedade para com o outro foi sempre um critério de avaliação da presença do Reino no meio do povo e da fidelidade ao seguimento de Jesus. (Mt 11,2-6).
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O culto não pode ser desligado da prática da justiça, já anunciavam os profetas no Antigo Testamento (Mq 6,6-8). O verdadeiro culto que o Senhor procura é a prática da justiça, a caridade para com os pobres e sofredores, é querer o bem do outro. É gritante este questionamento que devemos nos fazer:

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COMO NOS COMPORTAMOS DIANTE DESTE MOMENTO DIFÍCIL QUE VIVEMOS ESTE ANO (PANDEMIA)? TOMEI CONSCIÊNCIA QUE A MINHA POSTURA ATINGIRIA O OUTRO?

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2. Oração inicial
A.: O nome da caridade é a justiça restaurativa, curativa de Deus, que recupera o outro. O outro nome da caridade-justiça é a misericórdia. Não é justiça condenatória, punitiva ou por merecimento. É na certeza de sermos a Comunidade sustentada na caridade que queremos iniciar nossa novena, rezando a oração inicial para todos os dias.

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A.: Senhor e Pai, em vossa presença rezamos a Novena de Natal, preparando-nos para celebrar o nascimento do vosso Filho e Salvador, Jesus. Ilumina a nossa caminhada com o vosso Santo Espírito, para que reconheçamos a nossa necessidade de conversão pessoal e nas nossas relações com Deus, com os irmãos e com a nossa casa comum. Saudemos a Trindade Santa, cantando: (canto n° 26).
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T.: EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
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A.: Celebrar o nascimento de Jesus é abrir o nosso coração para que Ele possa nascer e renascer, crescer e transparecer nas nossas atitudes diárias, na vivência do amor e no diálogo respeitoso e fraterno com as diversas realidades que nos cercam.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Celebrar o nascimento de Jesus nos compromete a anunciar a alegre esperança de vida, de cura e libertação, Naquele que se encarnou para nos dar vida plena.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L2.: Celebrar o nascimento de Jesus tem o compromisso de fazer das nossas Igrejas e comunidades, casas de acolhimento, onde todos se sintam protegidos, amparados e amados.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L3.: Celebrar o nascimento de Jesus é ver na Igreja um farol que nos indica por onde andaremos, alicerçada nos pilares do Pão, Palavra, Caridade e Missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Maria é a mulher do Sim, do silêncio e da oração. Celebrar o nascimento de Jesus é silenciar o coração e dar lugar à Palavra de vida que nos transforma, à Eucaristia que nos fortalece e à partilha que nos enriquece. É abrir o coração para que Deus nele faça sua morada.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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L1.: Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade. Celebrar o nascimento de Jesus nos desinstala, por isso não pode nos deixar parados e nem calados, porque essa grande notícia nos impulsiona a sair de nós mesmos e partilhar a alegria do anuncio da Boa Nova. O “Ide e anunciai” nos coloca em permanente estado de missão.
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T.: VEM SENHOR, VEM NOS SALVAR, COM TEU POVO VEM CAMINHAR (bis).
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A.: Com alegria e esperança, iniciemos o nosso encontro.

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3. Entrando no clima
A.: Escutar a voz de Deus no rosto do outro, principalmente naqueles rostos mais sofridos e desfigurados pela injustiça e abandono, nos faz pensar que a solidariedade não é apenas o caminho da fidelidade ao segmento do Senhor; que foi o primeiro, a ser solidário escolhendo viver entre nós, “assumiu nossas enfermidades e carregando nossas doenças” (Mt 8,17; Is 53,4), mas nos abre para o diálogo com tantas pessoas de boa vontade que vivem na prática a justiça e a solidariedade.

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T.: Senhor, que a nossa comunidade coloque sempre em prática seu exemplo de amor e obediência à vontade do Pai.

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L1.: Assim nos ensina o Papa Francisco “A Bíblia nos apresenta uma via mestra de fazer justiça, que evita os tribunais e prevê que a vítima se dirija diretamente ao culpado para convocar a conversão, ajudando-o a compreender que está a praticar o mal, fazendo apelo à sua consciência”.

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T.: Assim, reconhecendo o próprio erro, ele pode abrir-se ao perdão que lhe é oferecido!

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L2.: Este modo de resolver os contrastes nas famílias, nas relações entre os esposos, entre pais e filhos, onde o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que une ao outro é princípio evangélico do Reino.

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L3.: É assim que Deus age em relação a nós, pecadores. O Senhor oferece-nos continuamente o seu perdão e ajuda-nos a acolhê-lo e a tomar consciência do nosso mal para podermos libertar dele.

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T.: Deus não quer a nossa condenação, mas a nossa salvação!

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A.: Por acaso, desejo a morte do pecador… ou a sua conversão, de maneira que ele tenha vida? (Ez 18,23; 33,11).

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T.: Senhor Jesus, preparando o seu Natal, ajudai-nos a ser misericordiosos como só o Pai é misericordioso.

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Canto: (Palavras de Fraternidade, nº 11).

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4. Palavra de Deus – Deus nos fala
A.: Colocar em comum, fazer o milagre da partilha é o compromisso da primeira comunidade de Jesus. Sejamos também nós, um só coração e uma só alma, congregados no amor e na empatia pelos nossos irmãos e irmãs. Ouçamos a Palavra.

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Texto Bíblico: At 4,32-36 (Após proclamar o texto guardar um breve momento de silêncio para reflexão pessoal).

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Vamos conversar:


1. Seu dízimo tem sido este gesto de amor ao Reino de Deus realizado com alegria e fidelidade? Dê seu testemunho.
2. Durante o período mais crítico da pandemia vimos muitos gestos de solidariedade para com os mais atingidos. Qual foi a sua posição em relação a estes gestos?
3. Na Segunda Carta aos Coríntios (2Cor 8), São Paulo organiza uma coleta em favor aos cristãos de Jerusalém. Como nossa comunidade se organiza para assistir aos mais necessitados? Temos conhecimento das necessidades dos nossos irmãos?
4. Ser grato, ser caridoso. Como essas atitudes se completam?

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Canto: (Os cristãos tinham tudo em comum, nº 33).

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A.: Iluminados pela Palavra e pela partilha de nossos corações, ouçamos os testemunhos de vida que nos ajudam a refletir e a rezar, preparando-nos para o Natal do Senhor.

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5. Olhando para a vida: José da Consolação veio consolar!
Toda a comunidade dos cristãos de Jerusalém estava abalada. Pedro foi preso. Alguns, atemorizados, fugiram para a Galileia e se esconderam. Outros permaneceram na cidade em busca de alguma solução. Temiam que Pedro tivesse o mesmo destino de Tiago. E sem saber o que fazer, todos permaneciam dia e noite em oração. Em uma daquelas noites, em que mais ameaças haviam sido feitas à comunidade e mais gente tinha sido presa, apareceu na oração um dos servos de Caifás. Isto apavorou a todos. Mas o servo, chamado Aristeu, contou-lhes que havia tido um sonho em que uma linda senhora lhe dava o seu pequeno filho para que ele o levasse pelas mãos até o Sumo Sacerdote. E aquela mãe dizia: “Vai com o meu Filho”. .

Assim, ele estava ali procurando Jesus. Vendo a dor da comunidade, Aristeu se ofereceu para pedir a libertação de Pedro. E ele conseguiu, mas seria necessário pagar uma enorme fiança. A notícia abateu novamente a comunidade. Como conseguir 10.000 moedas do Templo. E continuavam em oração. Quando chegou Barnabé, o José da Consolação, e colocou aos pés dos apóstolos toda aquela imensa quantia.

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6. Para meditar, guardando no coração: Você consegue compartilhar sua vida com os irmãos de comunidade na assiduidade do dízimo, que é a concretude da gratidão e caridade?

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7. Preces
A.: Para que tenhamos consciência dos nossos deveres cristãos, estando atentos aos que precisam de nós, rezemos com confiança.

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T.: Senhor, atendei a nossa oração.

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L1.: Que nossas escolhas ao eleger nossos governantes levem em conta seu compromisso com políticas públicas, voltadas aos ensinamentos de Jesus e não só a partidos políticos ou a nossos interesses particulares. Rezemos.

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L2.: Ajudai-nos, Senhor a sermos justos em nossas atitudes diante das muitas situações que nos são apresentadas no dia-a-dia. Rezemos.

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L3.: Que tenhamos sempre a coragem de perdoar aqueles que nos fizeram mal, sabendo que estaremos seguindo seu exemplo. Rezemos.
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Preces espontâneas…

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8. Oração do Senhor
A.: Assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu, rezemos como Jesus nos ensinou, Pai-nosso…

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9. Gesto concreto: Preciso me reconciliar com alguém? Comigo mesmo? Com Deus? Com a natureza? – Como posso fazê-lo? Ver necessidade da Comunidade e descobrir como ajudá-la.

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Canto: (A Ti meu Deus, nº 18).

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10. Oração final
A.: Senhor e Pai, ao encerrarmos nosso encontro, agradecemos vossa presença em nosso meio e suplicamos que a força transformadora do vosso amor nos renove a cada dia.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L1.: Derramai sobre nós a vossa graça, para que pela força do nosso batismo, impulsionados pelo Espírito Santo, instruídos pela Palavra e alimentados pela Eucaristia, sejamos alegres anunciadores do Evangelho da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L2.: Infundi em nós um profundo amor à celebração da Eucaristia, favorecendo o verdadeiro encontro com o Ressuscitado, para que sejamos o coração, os olhos e ouvidos de Jesus no mundo.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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L3.: Enviai-nos, Senhor, às periferias de nossas casas e comunidades, onde a vida é ameaçada, onde as diferenças nos desunem, onde a casa comum já não é mais a revelação da grandeza de Deus, onde a diversidade e pluralidade nos assustam e nos afastam, para que aí sejamos a Igreja de portas abertas, samaritana e servidora da vida.
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T.: VEM Ó SENHOR COM O TEU POVO CAMINHAR/ TEU CORPO E SANGUE VIDA E FORÇA VEM NOS DAR.
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A.: O Senhor esteja conosco!
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T.: Ele está no meio de nós!
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A.: Que a Palavra amorosa do Pai envolva nossa inteligência. T.: Amém!
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A.: Que o olhar amigo do Filho ilumine nosso coração. T.: Amém!
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A.: Que a força libertadora do Espírito Santo ilumine e impulsione nossas decisões e ações. T.: Amém!
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A.: Fiquemos em paz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

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T.: Amém!