Retiro Quaresmal: Primeira Semana da Quaresma

Ao iniciarmos a Quaresma, um lugar que continuamente será citado e que aparecerá com frequência nos textos, reflexões e orações é o “deserto”. É um privilegio iniciar este tempo litúrgico intenso e forte, deslocando-nos para os “desertos”, espaços amplos de reflexão e silêncio, conduzidos(as) pela força do mesmo Espírito que conduziu Jesus.

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O número 40, no Primeiro e Segundo Testamentos, aparece em diversas ocasiões, com ricos significados. O denominador comum é que sempre indica um tempo especial, de crise-crescimento; hoje diríamos, de discernimento.

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E o que devemos discernir? Que crescimento-maturação o tempo quaresmal nos propõe?

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E o discernimento implica, em primeiro lugar, uma escuta atenta e uma profunda sintonia com o mesmo Espírito que atuava em Jesus, para fazermos opções mais evangélicas, a serviço da vida. É o Espírito, força de vida e amor, que nos conduz ao deserto para desintoxicar-nos de um modo de viver imposto por um contexto social, com suas diferentes ânsias de poder, prestígio, com seus inimigos mortais da competição, do consumismo, do preconceito que, lentamente, envenenam a Vida, nossa vida, e rompem as relações de comunhão e compromisso. É preciso, de tempos em tempos, sair de nossos espaços rotineiros e atrofiados, deslocar-nos para os amplos espaços de deserto, lugar despojado de tudo, pra ali viver de novo o encontro com a Voz e a Força que nos devolvem à vida com outra inspiração. Ali, guiados pelo Espírito, teremos a oportunidade de aprofundar nossa relação com a Fonte do Amor, que, depois, se expandirá numa relação com os outros e com a natureza.

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Neste ano, a Campanha da Fraternidade está centrada no tema: “Fraternidade e diálogo, compromisso de amor”. O deserto quaresmal ajuda a limpar os canais de comunicação que estão obstruídos pelo excesso de gordura do nosso “ego”: autocentramento, busca dos próprios interesses, vaidades etc. Sabemos que o diálogo implica um des-centramento, uma saída de si, para escutar e acolher o outro na sua diferença. O diálogo entre diferentes nos humaniza. Aqui já não há mais lugar para o julgamento, a suspeita, o fanatismo, a intolerância etc. , nas diferentes situações da vida: religiosa, social, política, cultural, racial…

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Graça a ser pedida nesta semana: ativar a capacidade de entrar em diálogo profundo com o Senhor, para que, a partir daí, possamos ser presenças de diálogo, reforçando os laços de comunhão com todos.

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