Retiro Quaresmal: Quinta Semana da Quaresma

  • A quaresma está avançando e já estamos perto da semana Santa. Como estou me sentindo? Está fácil ou difícil perseverar na oração? Quais os frutos que estou colhendo?
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  • Nem sempre sinto consolação. O importante é estar com o Senhor, confiando no seu amor misericordioso. Procuro seguir os passos para a oração.
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  • Estou acostumado a contemplar a vida de Jesus ao modo inaciano. Custa um pouco deixar de ser o centro da oração e fixar os olhos da imaginação na pessoa de Jesus, usando os sentidos da alma. Jesus se aproxima de mim e se dá a conhecer.

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Como é Jesus para mim? Parei e comecei olhando seus pés; foi mais fácil imaginar os pés de Jesus, pés de peregrino, calejados. Imagino Jesus percorrendo os caminhos de sua terra, campos, montes povoados e praias. Pés que entravam nas casas, nas sinagogas, no templo de Jerusalém, no Horto e no Calvário. Esses mesmos pés percorreram comigo todos os meus caminhos, minha cidade, escolas, locais de trabalho… Nem sempre percebo sua presença, mas Ele sempre está comigo. Também consigo imaginar as mãos de Jesus. Mãos fortes de trabalhador, marceneiro. Consegui imaginar essas mãos quando criança acariciando seus pais; mãos remando no lago de Genesaré; curando leprosos, levando os prostrados, tocando os olhos do cego, multiplicando os pães, partindo o Pão na Ceia Pascal. Mãos carregando a cruz e sangrando, nas quedas, até o alto do Calvário. Essas mãos cuidaram de mim desde criança, me alimentaram na Eucaristia, curam meu coração e me ajudam a levantar quando estou cansado e desanimado.
 
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E o coração de Jesus? É fácil senti-lo nas cenas evangélicas e nas pessoas misericordiosas que sabem amar e servir gratuitamente. E chego ao rosto de Jesus e dá para vislumbrar seu sorriso.
 
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E olhos de Jesus? Admirando os lírios do campo; as multidões como ovelhas sem pastor; os discípulos voltando felizes da missão apostólica; o jovem rico que cumpria os Mandamentos; olhos alegres com alegria da mulher samaritana, da viúva de Naim e a viúva pobre depositando sua moeda no cofre do templo. Olhos tristes vendo a falsidade de Anás, Caifás, Pilatos, Herodes e os sacerdotes. Olhos indignados com o comércio na casa do Pai. Olhos humildes lavando os pés dos discípulos. Olhos ensanguentados pela coroa de espinhos. Olhos cheios de infinito amor para com Pedro, após ele negar que O conhecia. Finalmente ouso levantar os olhos e fitar os olhos de Jesus me olhando! lembro-me aqui de sua palavras: “Eu vim trazer fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso!” (Lc 12,49-53).
Nesta semana, Jesus fala abertamente enquanto seus adversários vão aumentando o cerco, procurando prendê-Lo. A Campanha da Fraternidade de 2021 nos convida a seguir Jesus em busca do diálogo e da paz, apesar da divisão e violência reinantes no mundo.
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Graça a ser pedida nesta semana: que o Senhor nos ajude a ser instrumentos da paz, do diálogo e da unidade onde estivermos.


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